O chá verde tradicional e o matcha ganharam os holofotes como aliados da longevidade, mas a ciência revela diferenças cruciais entre eles. Embora ambos venham da mesma planta, a Camellia sinensis, o matcha se destaca por ser uma versão concentrada. Segundo a nutricionista Maggie Moon, autora de livros sobre saúde cerebral, o matcha oferece uma dose muito mais potente de compostos benéficos.
A grande diferença começa no cultivo. As plantas destinadas ao matcha são cobertas por sombras semanas antes da colheita. Esse processo aumenta os níveis de clorofila e aminoácidos. Depois, as folhas são moídas até virarem um pó fino. Ao beber matcha, você consome a folha inteira, enquanto no chá verde comum, você bebe apenas a infusão das folhas descartadas.
O poder dos antioxidantes e o cérebro
Estudos da Universidade de South Australia e pesquisas publicadas na PLOS One em 2024 sugerem que o matcha pode proteger contra o declínio cognitivo. Ele é rico em catequinas, um tipo de polifenol com propriedades anti-inflamatórias. Algumas análises indicam que o matcha pode ter até 137 vezes mais antioxidantes do que certas marcas de chá verde comum.
Além da proteção celular, o matcha é conhecido por melhorar a atenção e o humor. Isso ocorre devido à combinação de cafeína com L-teanina. Esse aminoácido promove um estado de alerta relaxado, evitando aquele pico de ansiedade seguido de cansaço, comum em quem consome muito café. É uma energia mais estável e duradoura para o dia a dia.
Cafeína e cuidados necessários
Mas nem tudo é vantagem absoluta. O matcha carrega significativamente mais cafeína. Enquanto uma xícara de chá verde tem cerca de 29 mg, o matcha pode chegar a 70 mg. Para quem sofre de insônia ou sensibilidade à cafeína, o chá verde tradicional ou versões descafeinadas são escolhas mais seguras e equilibradas.
Especialistas alertam que, apesar dos benefícios, o consumo deve ser moderado. A Mayo Clinic recomenda um limite de 400 mg de cafeína por dia para adultos saudáveis. Exceder essa cota com matcha pode causar palpitações ou desconforto gástrico em pessoas sensíveis.
Se o seu objetivo é máxima eficiência nutricional, o matcha é o vencedor claro. Mas se você prefere um sabor mais suave e menos estimulante, o chá verde continua sendo uma excelente fonte de hidratação e saúde. O segredo, como em qualquer hábito alimentar, está no equilíbrio e na qualidade do produto escolhido.
