O consumo de café faz parte da rotina de milhões de brasileiros que buscam energia para enfrentar o dia. No entanto, especialistas alertam que existe uma linha tênue entre o benefício à saúde e o risco de efeitos colaterais.
Estudos recentes indicam que o segredo está na moderação e no tempo de absorção da cafeína pelo organismo. Segundo a nutricionista Jordan Langhough, o café funciona como um abraço em uma caneca, mas o excesso pode ser prejudicial.
Os benefícios comprovados do café
Para a surpresa de muitos, essa bebida popular oferece vantagens reais que vão além do despertar matinal. O médico pediatra Heather Gosnell destaca que o café é rico em ácido clorogênico, um poderoso antioxidante natural.
Dados científicos mostram que beber cerca de três xícaras por dia durante a vida adulta está associado a um risco 13% menor de morte por qualquer causa. Isso pode representar um ano extra de vida para os consumidores.
Além disso, os polifenóis presentes no grão combatem inflamações e protegem as células contra danos diários. Pesquisas da área médica também apontam que o café pode proteger contra o diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.
No campo da saúde mental, a nutricionista Annamarie Rodriguez afirma que a cafeína pode melhorar a função cognitiva. O consumo moderado ajuda a reduzir o risco de demência e retarda o declínio cognitivo em idosos.
O perigo mora nos acompanhamentos
O grande vilão do café muitas vezes não é o grão em si, mas o que adicionamos a ele. O uso excessivo de açúcar refinado e cremes gordurosos transforma uma bebida saudável em uma sobremesa líquida calórica.
Esses aditivos elevam os níveis de glicose no sangue e contribuem para o ganho de peso indesejado. A nutricionista Langhough alerta que adoçantes artificiais também podem prejudicar a saúde do microbioma intestinal e causar desconfortos abdominais.
Outro ponto de atenção é o impacto das gorduras saturadas presentes em alguns cremes. O consumo frequente desses produtos pode elevar os níveis de colesterol, especialmente em pessoas que já possuem predisposição a problemas cardiovasculares.
Qual é a quantidade ideal por dia
Especialistas e órgãos de saúde, como a FDA nos Estados Unidos, sugerem que o limite seguro é de 400 miligramas de cafeína por dia. Isso equivale a aproximadamente quatro xícaras de 240 ml de café coado.
Beber até cinco xícaras pode ser aceitável para algumas pessoas, mas ultrapassar essa marca aumenta as chances de efeitos negativos. O excesso de cafeína costuma causar ansiedade, tremores, palpitações cardíacas e distúrbios graves no sono.
A importância do horário estratégico
O tempo de permanência da cafeína no corpo é surpreendentemente longo, o que exige cuidado com o horário da última xícara. O médico Heather Gosnell explica que o café ingerido tarde da noite prejudica o sono profundo.
A substância reduz o sono REM, responsável pelo descanso restaurador da mente. Por isso, muitas pessoas acordam cansadas e sentem a necessidade de beber ainda mais café, criando um ciclo vicioso de exaustão.
Para garantir uma noite tranquila, o ideal é estabelecer um horário de corte. Especialistas recomendam parar o consumo entre meio-dia e 15h, ou pelo menos dez horas antes de ir para a cama.
Em resumo, o café é um aliado poderoso da longevidade quando consumido de forma pura e moderada. Respeitar os limites do seu corpo e evitar o consumo tardio são as chaves para aproveitar todos os benefícios dessa bebida.
